Era um domingo ensolarado, sentei em um banco de um praça no meio da cidade. Aquela praça era como um refugio para as pessoas que moravam perto nos dias de calor,tinha muitas crianças brincando, alguns grupos de jovens, uma casa com um churrasco, um grupo de meninos bebendo cerveja num banco perto desta casa, uns três casais de namorados, um grupo de idosos jogando truco. Fiquei ali sentada olhando ao meu redor, via as atitudes, os sorrisos, as gargalhadas, os gritos, as musicas que rolavam e bem debaixo de uma grande arvore no meio da praça, para a minha surpresa tinha alguém em solidão, uma garota, devia ter seus 18, 19 anos, tinha cabelos lisos e claros, estava de tênis, calca jeans e moletom, estava sentada no chão, apoiada nessa arvore, com uma caixa ao seu lado. Por um impulso, resolvi me sentar mais perto e tentar entender como uma garota tão linda estava naquele dia tão só... Fui para um banco mais perto, continue a observar aquela menina, ela estava com um fone de ouvido, sua cabeça estava abaixada, mas era percebível que estava chorando. Tive vontade de ir falar com ela, mas aposto que ela queria ficar sozinha. Ela então após uns 10 minutos que eu a reparava, finalmente se mexeu, ergueu a cabeça e enxugou suas lagrimas, parecia que tinha ganhado forças do alem, pegou a caixa que estava ao seu lado, era quadradinha, não muito grande, era um vermelho tao vivo, uma cor linda na verdade, foi então que percebi que era uma caixa de amor, com coisas de amor [...] Ela abriu a caixa, com um olhar de criança, como se estivesse dizendo adeus ao que mais gostava, tirou de dentro da caixa um embrulho de bombom, em seguida tirou vários, colocou tudo na tampa da caixa ao outro lado... Fuçou e fuçou na caixa por mais uns 3 minutos, tirou uma rosa branca, ao olhar essa rosa ergueu a cabeça, olhou para o céu e começou a chorar, tentou engolir o choro, mas foi inevitável, amassou a rosa e colocou na tampa. Há essa altura, tinha mais pessoas a observando, mas aquela garota parecia estar num quarto branco sozinha, não sentia a presença de mais ninguém. Não consegui ter dó e nem pena daquela garota, apenas queria entender porque alguém machucou tanto ela, dava pra ver em seus gestos e olhares que ela precisava dessa pessoa, mas que agora não fazia mais diferença. Depois disso, ela começou tirar varias coisas dessa caixa, como se ela não tivesse fundo, até tirar tudo. Ela conseguiu o que queria, ver a caixa vazia, assim como ela estava se sentindo, vazia. Ela colocou tudo em uma sacola, deixou apenas a caixa no chão, levantou e jogou em uma cesta de lixo ao lado de uma fonte de água, jogou uma água em seu rosto, enxugou o rosto e volto para aquela arvore. Aquela garota parecia ter domado uma decisão, talvez não sofrer mais por alguém que não merecia e erguer a cabeça e seguir em frente. Eu olhei em minha volta e não havia mais ninguém a observando, apenas eu. [...] Parecia que eu estava sentindo o que ela sentia. Em uma rápida ação, a garota pegou uma caneta e escreveu algo no fundo da caixa, fechou e colocou debaixo dos braços, saiu andando até aquela casa que estava tendo um churrasco, pergunto algo a uma pessoa lá dentro, que aponto para o banco do grupo de meninos. Pronto, era aquilo que a mais temia, ir até esse banco, suas pernas não queria dar uma passo, mas ela tinha que chegar até aquele banco, dava para se perceber o medo que ela estava sentindo.
Ela, andou até esse banco, deu um beijo no rosto de um garoto e entregou a caixa. O garoto levantou-se e a chamou, mas ela com a cabeça e coração decidido, não olhou para trás. Naquela caixa, eu não vou saber o que estava escrito, mas só de ver o olhar no garoto ao ler e ver ela partir, percebi que a ficha dele havia caído, aquela garota o amava, mas ele não deu valor nela, agora ele ficara sem ela, porque ela abriu os olhos e viu que de passado triste ela não poderia mais viver.
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13 de agosto de 2013
28 de maio de 2012
O sol vai brilhar pra você ♪
Eu
precisava respirar, precisava ir ver como estava o mundo lá fora, ficar dentro
de casa já estava me matando aos poucos, precisava ver como ia às coisas, acho
que me prendi muito a você, e por isso fiquei assim com sua partida, mas acho
que finalmente acordei e vi que o mundo continua girando e era isso que deveria
ter feito, ter continuado minha vida, ter seguido de cabeça erguida como sempre
dizia minha avó, mas não eu tomei a pior decisão em relação ao que aconteceu!
Agora eu mudei meus pensamentos, to aqui pra fora de casa, vendo as coisas como estão, vendo que o sol
está forte como sempre, acho que depois de um bom tempo posso sentir o cheiro
da grama, ver as borboletas, ver as pessoas seguindo a sua vida, não entendo
porque fiquei tão mal assim, se eu tentei ser perfeita para você e você apenas
me jogou fora, eu sofri por algo que não valia a pena, mas agora eu aprendi
nada é pra sempre, esse namoro pelo menos não foi pra sempre, a única coisa que
quero agora e voltar a sorrir, voltar a sonhar e estar com as pessoas que me
querem bem, eu vi que mesmo com muita tristeza a vida continua e o mundo? Ele não
vai para de girar! Decepção só me faz crescer, demorou a entender, mas agora
aqui sentada, olhando para esse céu azul lindo, eu sei que nada parou, que me
coração mesmo machucado por você continuo batendo, que minhas lagrimas podem
cair, mas isso não significa o fim, apenas um recomeço!
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